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O Centro Feminista 8 de Março surgiu em 11 de março de 1993.
A origem da entidade foi marcada pela denúncia e combate à violência doméstica e sexual contra a mulher, com ações de mobilização, numa campanha intitulada “O Silêncio é Cúmplice da Violência” iniciada em 8 de março de 1993 - quando mulheres de roupa lilás e mordaças negras cruzaram as ruas na primeira passeata de mulheres do estado, denunciando o quadro crítico de agressões e a impunidade dos crimes ocorridos na cidade. Seis meses depois, o Centro comemorava a sua primeira conquista: a instalação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDAM).
Seu caráter militante transformou a entidade em referência feminista no oeste potiguar. Realizou em Mossoró o I Congresso de Mulheres do estado, reunindo 300 mulheres na discussão de saúde e violência. Levou manifestações protagonizadas por mulheres ao grande público, como o Tribunal de Violência contra a Mulher e a Missa Fêmea, celebração religiosa ministrada pelas próprias mulheres no centro da cidade.
Hoje, o Centro Feminista 8 de Março acompanha grupos de mulheres e jovens mulheres da periferia de Mossoró, assentamentos da zona rural da cidade e municípios vizinhos da região. Atualmente, coordena treze grupos rurais e quatro urbanos. Seu propósito é consolidar o movimento feminista em Mossoró. Articula também atividades, cursos, seminários e palestras junto aos movimentos sociais rurais e urbanos.
Desde 1994, sua intervenção social foi ampliada para além do trabalho nos bairros, chegando à zona rural e aos assentamentos de reforma agrária. A saúde da mulher e a cidadania foram temáticas incorporadas ao funcionamento do Centro em decorrência dessa expansão.
No meio rural, incentiva ao reconhecimento do trabalho das mulheres no campo e a conquista de espaços políticos, como, por exemplo, o direito às mulheres serem sócias na titulação dos lotes e a participarem das diretorias de associações nos assentamentos.
Seu trabalho com a juventude é outro braço importante da luta feminista na cidade. Iniciado em 2.000, através de oficinas em escolas públicas da periferia, alia arte e feminismo na formação de mulheres jovens aptas a romperem com os desafios da sociedade e a conquistarem sua identidade e cidadania.
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